OPEN CALL

Director Artístico - M.oU.cO

Apresentação

Chamo-me Manuel Brásio, tenho 27 anos.

Sou de Viana do Castelo e vivo no Porto.

Sou compositor, sound designer e artista multimédia freelancer para Concerto, Teatro, Cinema,  Dança, Videojogos e Instalações Multimédia


Sou produtor executivo e director geral de actividades da INTERFERÊNCIA, na qual co-coordeno um colectivo de artistas com trabalho direccionado para a pedagogia e criação musical contemporânea. Estes projectos são levados a cabo por equipas especializadas e concretizados graças aos imensos apoios e parcerias que desenvolvemos com entidades como a DGArtes, Centro Nacional de Cultura, Antena 2, Câmaras Municipais, Conservatórios, Academias, Escolas Profissionais e do Ensino Superior de Música por todo o país.

 

Colaboro com o projecto FABLAB PORTO, um makerspace no centro do Porto onde convergem criadores das artes plásticas, música, teatro, engenharia e artesanato para aprender e desenvolver as suas próprias ideias no âmbito da Impressão 3D, CNC, Corte e Gravação Laser, Circuit Bending e o Audiovisual.
 

Pertenço à equipa da DIGITÓPIA/CASA DA MÚSICA - o complemento multimédia da Casa da Música. Onde damos formação, criamos instalações interactivas, desenvolvemos software educativo e prestamos apoio criativo às diversas formações, artistas  e projectos que se apresentam na Casa da Música.  

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Com esta página, procurei apresentar o meu percurso e dar a conhecer  as minhas valências de uma forma clara, leve e sem palavreado desnecessário.
Inicio a apresentação com uma curta nota de introdução.
seguida da minha actividade actual e passado mais recente (2016 - 2020) 

terminando  esta página com o meu percurso académico e associativo (2005 - 2011 / 2011 - 2016)

Boa leitura

obrigado

Nota de Introdução

Gostaria de iniciar esta comunicação referindo que este projecto me fascinou desde a primeira linha. Confesso que parte do que almejam fazer é também o que eu gostaria de construir. Um espaço de trabalho e comunhão para artistas - jovens e graúdos - poderem trabalhar, crescer, apresentar trabalhos e criar uma comunidade artística viva, crítica e sem correntes. Um ponto de encontro da criação original nacional onde se exploram as pontes, as linguagens, sotaques e sabores com o mundo para lá deste Portugal pequenino e sem espaço para tanta gente (e mesmo aí tenho algumas ideias que gostava de partilhar de como construir essas mesmas pontes)

É com segurança que me afirmo como uma óptima opção para o vosso projecto.  Sou um jovem artista extremamente criativo, eclético, multifacetado, desenrascado, de computador às costas e com vontade de trabalhar, e desta forma, penso eu, com o perfil adequado ao cargo solicitado. 
 

Para além da experiência que tenho vindo a adquirir no âmbito da gestão de projectos - planeamento, organização de equipas, material, recursos financeiros e execução - conheço de forma aprofundada a burocracia e as linguagens de produção artística, as entidades, os apoios, os nomes - dos grandes vultos da história musical nacional às grandes promessas sub-20, 30 e 40 dos virtuosos da música antiga, passando pelo jazz clássico até ao experimentalismo digital -  e os circuitos nacionais de programação musical - desde o Punk Rock Underground ou as festas de Noise, às Orquestras Sinfónicas e Ensembles Modernos. 

Gostaria imenso de me sentar convosco e conversar.
Talvez só por skype... 


Obrigado

Cumprimentos

Manel.

2016 - 2020

A INTERFERÊNCIA é, desde o dia da sua fundação, o meu mais relevante e representativo projecto pessoal de exploração e intervenção tanto artística como pedagógica. 

 

Encontrei neste colectivo a possibilidade de reflectir sobre o panorama sociocultural/político nacional e de desenvolver as nossas próprias ferramentas de intervenção. Demos os primeiros passos com a produção de pequenos concertos de apresentação de obras instrumentais e de electrónica, alguns workshops e conferências.

 

Hoje, a INTERFERÊNCIA tem 4 anos de existência e, através dos CURSOS INTERFERÊNCIA e WORKSHOPS INTERFERÊNCIA, tem criado oportunidades acessíveis de formação especializada a jovens e graúdos interessados em conhecer mais e melhor o mundo que os rodeia.

Paralelamente programa concertos de jovens artistas através do Ciclo de Concertos, Electrónica Sem Pastilhas; E com a digressão de criações internas, como SUPRAHUMAN (2019), QUEM FALA ASSIM (2020) tem-se apresentado em espaços como a Porta-Jazz, Café Concerto Francisco Beja (ESMAE) Casa das Artes (Porto), Auditório do Conservatório de Música de Coimbra e Braga, Teatro Municipal Sá de Miranda (Viana do Castelo), Fábrica da Criatividade (Castelo Branco), O’culto da Ajuda (Lisboa) ou Gnration (Braga). 

De momento, encontramo-nos a finalizar a preparação do nosso novo Concerto Multimédia QUEM FALA ASSIM.

"QUEM FALA ASSIM  é um concerto multimédia que explora a gaguez como meio para a criação musical. Conversas sem papas na língua e orgulhosamente gagas, para quem souber esperar e quiser ouvir. Uma produção Interferência em colaboração com a Associação Portuguesa de Gagos e o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das ArtesAntena 2FabLab Porto e AISCA"

NOTA IMPORTANTE: Este espectáculo deve-se a eu próprio ser gago e ter uma enorme curiosidade pela musicalidade da minha própria gaguez e da imensa palete de possibilidades que  me são dadas pela gaguez dos outros. 

Outros trabalhos recentes

Paralelamente ao trabalho que desenvolvo diariamente na INTERFERÊNCIA, tenho colaborado em diversas áreas de criação artística. Gostaria de dar especial destaque a algumas informando que:

participei na fundação do projecto FabLab Porto, na implementação do projecto e na criação do estúdio audiovisual.
Integrei o projecto performativo multidisplinar "Melífluo" que explora as conjugações e os limites do teatro, narração, e da música experimental em formação de banda rock.

Captei e fiz sound design para "Os Estrangeiros" um documentário de Rita Al Cunha; e "ERROR 505" de video-dança  de Rita Al Cunha com Juliana Fernandes

Colaboro regularmente com o Teatro do Montemuro como intérprete (actor e músico) , compositor e técnico de som em digressão - com mais de 80 espectáculos nos últímos 3 anos

Escrevi "Bom dia Sophia" para oboé solo, uma encomenda da RTP/ANTENA2 para o Prémio Jovens Músicos 2018. 

Integro também a equipa de trabalho da Digitópia/Casa da Música na qual desempenho papeis de artista multimédia - na área do video - e intérprete.

Se quiserem conhecer melhor meu trabalho: site!

Percurso Académico e

Associativo

2005 - 2011

Nasci em Viana do Castelo e estudo música desde os 7 anos.
Estudei Contrabaixo e Percussão até aos 18 anos na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo onde adquiri muito do que é o meu background de trabalho de palco, criação colaborativa, rigor e profissionalismo de ensaio e de performance.

Nestes anos tive bandas de covers e originais rock, jazz/hip-hop e iniciei também a minha ligação à AISCA - Associação de Intervenção Social, Cultural e Artística. Foi na AISCA que descobri o associativismo e me deslumbrei com a produção de eventos e programação Do It Yourself ajudei a fazer e fiz som a muitas bandas Indie Rock, Jazz, Punk Hardcore, Tradicional Afro, Trance..; geri uma sala de ensaios, Organizei Jam Sessions; Workshops; Dei apoio a Residências Artísticas, Montei Exposições; Fiz bar e porta. A certo ponto assumi as responsabilidades de tesouraria da associação. Estou neste momento a passar essa pasta por estar longe de Viana. 

2011 - 2016

 Vim viver para o Porto em 2011.
 

Até 2014 licenciem-me em Composição na ESMAE;

Juntamente com colegas do curso fui bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para o projecto Experiências Musicais Contemporâneas - Seminários Didáticos de Música Contemporânea;

Participei no IICS 2014 - Interdisciplinary Involvement and Community Spaces - um programa de ERASMUS intensivo que juntou jovens artistas de diversos países europeus em Izmir, na Turquia, para  o desenvolvimento de projectos em comunidade;

Fundei o projecto Marquês Jam Trio & Guests no qual desenvolvemos trabalho de criação e performance no âmbito do rock-fusão através da exploração de improvisação com diversos músicos. 

 

Durante este período desenvolvi um interesse muito grande pelas linhas ténues que separam a composição da improvisação, assim como na relação que a partitura e o compositor pode ter na criação contemporânea, o que me levou a fazer o Mestrado em Multimédia: Música Interactiva e Design de Som na FEUP para a criação de “QUALIA - Aplicação Digital de Orientação para Meta-Improvisação”.

 

Terminei esta etapa de estudos em 2016 e nesse mesmo ano - com os colegas do curso de composição - fundei a INTERFERÊNCIA - Associação de Intervenção na Prática Artística